Zelensky proíbe jogos de azar em Exército após vício de soldados ucranianos

Zelensky proíbe jogos de azar em Exército após vício de soldados ucranianos

 


A proibição busca combater as ''consequências negativas dos jogos de azar na internet''

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, decretou a proibição de jogos de azar online nas Forças Armadas do país, durante o período do regime da lei marcial.

A proibição busca combater as ''consequências negativas dos jogos de azar na internet''. A decisão é do Conselho de Segurança Nacional e foi assinada pelo presidente no último sábado (20), por meio do decreto Nº 234/2024.

O regulamento surgiu após o crescente vício em jogos entre as tropas ucranianas. O soldado Pavlo Petrichenko, morto em combate no dia 15 de abril, iniciou a petição ao observar que os colegas estavam usando os jogos para aliviar a tensão do conflito.

Alguns soldados estavam penhorando câmeras e drones. Parte deles gastava todo o dinheiro e contraía empréstimos. "Os militares sofrem em condições estressantes na guerra, devido à artilharia e aos combates, e o celular proporciona o único alívio e acesso fácil ao entretenimento que pode ser viciante'', disse Petrichenko.

A proibição aos militares vigora durante a lei marcial. O regime, devido ao contexto de guerra, altera regras de funcionamento de um país, deixando de lado as leis civis e colocando em vigor as leis militares. O comandante chefe do Exército deve, então, proibir militares de irem a estabelecimentos de jogos de azar e participar de apostas online.

Para civis, também há restrições. Publicidade de jogos de azar está restringida, está proibido o registro de várias contas para um jogador e deverá ter um tempo máximo de participação por dia e um valor diário fixado para aposta. Além disso, uma campanha nacional de conscientização sobre os perigoso do jogos será feita.

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